Camisas Tailandesas 1.1 no Brasil: O Guia Definitivo para Não Cair em Furada

Sumário: Esse texto é longo. Mas é longo porque a gente precisa falar de tudo: da qualidade "1.1" que ninguém explica direito, da Receita Federal te taxar em 100%, e daquele vizinho que diz que "vender camisa de time é crime" sem saber o que tá falando. Pega um café, aperta o cinto, e vamos lá.

Introdução - O que é essa febre das "thai jerseys"?

Você já parou no semáforo, olhou pro lado, e viu um cara com a camisa do Real Madrid que brilha igual a original? Ou entrou numa pelada no campo de terra do bairro e metade do time tava de camisa do Palmeiras ou do Flamengo com escudo bordado que parecia saído da loja oficial?

Não, o Brasil não virou rico de uma hora pra outra. O que aconteceu é que as camisas tailandesas 1.1 invadiram o mercado. E não tô falando daquelas camisas de feira que descascam no primeiro lavado. Tô falando das "thai jerseys", as réplicas premium que os chineses (e tailandeses, vietnamitas, cambojianos — o mercado é gigante) mandam pra cá a rodo.

A questão é: vale a pena entrar nessa onda? Seja pra usar, seja pra revender. E o mais importante: como não tomar um prejuízo feio ou cair em golpe de fornecedor que some com seu dinheiro?

Esse guia é a coletânea de tudo que aprendemos apertando a mão de importador, sendo taxado na alfândega, e vendendo pros quatro cantos do Brasil. Nada de papo de camelô. Só a real.

O que significa 1.1, AAA, e Super Max? Desvendando o código da qualidade

Aqui começa a confusão. Você entra num grupo de WhatsApp de fornecedor e o cara joga um catálogo com três preços: a "AAA" custa 60 reais, a "1.1" custa 90, e a "Super Max Player Edition" custa 130. Qual a diferença, afinal?

Vamos por partes. Não existe regulamentação pra esses termos. É uma linguagem de mercado, tipo quando você vai comprar um "computador gamer" e não sabe se vem placa de vídeo boa ou não.

A escala real das fábricas asiáticas

Na prática, quando o fornecedor diz "1.1" (um ponto um), ele quer dizer que é uma "cópia 1 pra 1", ou seja, réplica idêntica à original. Tecnicamente, isso não existe — nunca será 100% igual à camisa que o Bellingham usa no Bernabéu. Mas chega perto.

A "AAA" geralmente é a entrada. Tecido mais simples, escudo estampado em serigrafia grossa, costura que desfia se você puxar. O pessoal chama de "padrão shopping popular". Serve pra jogar bola, mas não passa na perícia de perto.

Já a "Super Max" ou "Thai Premium" é o topo da linha. Tecido dry-fit que realmente transpira, escudo bordado ou em borracha termocolada de alta definição, etiquetas internas idênticas às originais, e costura reforçada nas mangas. Alguns fornecedores, como o cametbol.com, trabalham especificamente com esse padrão de gama alta, focando em quem não quer passar vergonha se alguém olhar a etiqueta por dentro.

Pega essa dica de ouro: quando for comprar no atacado, peça fotos reais do produto, não renderizações. Pede o cara pra tirar foto da camisa em cima da cama dele, mostrando o escudo de perto. Se o fornecedor se recusar ou mandar aquelas fotos bonitas do Pinterest, desconfia. Muito.

O drama da "Player Version" vs "Fan Version"

Aqui é onde muita gente se enrola. A versão jogador tem tecido mais leve, elástico, costura lateral diferente, e geralmente é mais justa no corpo. A versão torcedor é mais larguinha, tecido mais grosso, confortável pro dia a dia.

Quando você for revender, sempre pergunte pro cliente: é pra usar no futebol de quinta ou pro churrasco de domingo? Isso evita 70% das trocas.

Por que o mercado brasileiro consome tanto dessas camisas?

Vamos ser honestos. O brasileiro é apaixonado por futebol, mas o saldo bancário... nem tanto. Uma camisa oficial do Corinthians ou do Flamengo hoje custa o que? R$ 350, R$ 400? E se for versão jogador, com nome e número oficial, passa fácil dos R$ 600.

Agora entra a camisa tailandesa 1.1. Mesmo visual, escudo que brilha igual, e o preço? Entre R$ 80 e R$ 150 no varejo, dependendo da sua região. No atacado, se você comprar 10, 20 peças, o custo cai pra faixa de R$ 40 a R$ 70 por unidade.

Faz as contas. O brasileiro médio quer vestir a cor do time, tirar foto pro Instagram no jogo, ir no bar torcer. Ele não quer pagar metade do salário mínimo numa camiseta de poliéster. E tem outra: o brasileiro coleciona. Quem é fanático pelo clube quer a camisa do ano do bi-mundial, da Libertadores de 2019, da terceira camisa laranja que só saiu na Europa. As lojas oficiais não fabricam mais. A Tailândia sim.

É por isso que o mercado explode aqui. Não é sobre ser "pirataria descarada". É sobre acessibilidade. É o torcedor do interior do Ceará conseguir ter a camisa do Haaland sem precisar fazer financiamento.

É legal importar? A verdade sobre réplicas no Brasil

Agora aperta o cinto que essa parte é polêmica. Vender réplica é crime? Depende de quem pergunta e como você vende.

Vamos desenhar. A falsificação é crime quando você tenta passar o produto como original. Se você compra uma camisa tailandesa e fala pros clientes: "Essa é a camisa oficial do Flamengo, licenciada pela Adidas", aí você tá cometendo crime de fraude, violando direitos de marca, e pode ser preso por violação de direitos autorais (art. 175 do Código Penal).

Agora, se você é transparente e diz: "Camisa tailandesa 1.1, réplica de alta qualidade, não é produto oficial", a situação muda. Tecnicamente, você está comercializando um produto importado que viola propriedade intelectual, mas na prática civil, o que importa é a boa-fé e a transparência. O consumidor sabe o que está comprando. Não houve engano.

Mas cuidado com a Receita Federal. Importar pra uso próprio? De boa. Importar pra revender em grande escala? Aí você entra na clínica de "contrabando" ou "descaminho" se não declarar direito. Se a Receita pegar 50 camisas no seu CPF, sem nota fiscal de importação adequada, eles podem confiscar tudo e te multar.

A dica prática: começa pequeno. Compra 5, 10 camisas. Vai testando. Não faz aquele pedido de 200 peças de uma vez no primeiro contato com um chinês que você conheceu ontem no Instagram. E nunca, nunca mesmo, anuncie nas plataformas como "original". Use termos como "importada", "versão tailandesa", "réplica premium".

Sites como cametbol.com costumam ser claros nesse aspecto: eles vendem o que é, não criam ilusão. Isso protege você como revendedor também.

Por que comprar no atacado vs. varejo? A matemática do lucro

Suponha que você queira montar uma lojinha virtual, ou só vender pros amigos do trabalho, ou fazer uma grana extra no carnaval/junho/natal (que é a época que isso aqui vende que nem água).

No varejo (comprar uma camisa só pra você usar): você vai pagar entre R$ 90 e R$ 150 numa camisa boa. Frete incluso. É vantajoso? Comparado à original, sim. Mas você não vai lucrar nada.

No atacado (comprar 10 ou mais): o jogo muda. Os fornecedores sérios — incluindo operações consolidadas como cametbol.com e fornecedores diretos da Tailândia — fazem preço diferenciado a partir de 5 peças. O custo cai pra R$ 45 a R$ 70 por camisa, dependendo do modelo (retrô é mais caro, camisa atual é mais barata).

Agora faz o cálculo de revenda. Você compra a R$ 60, vende a R$ 130. Tira R$ 10 de frete/localização, sobra R$ 60 de lucro por peça. Vendeu 10 camisas no mês? Fez R$ 600 limpo. Vendeu 50? Fez R$ 3.000. Isso sem ter que pagar aluguel de loja física, só pelo Instagram ou WhatsApp.

O risco do atacado é o capital parado. Você vai ter que investir uns R$ 600 a R$ 1.000 pra começar com estoque mínimo. E tem o risco da Receita Federal taxar a importação. Mas o retorno é muito maior que vender cueca na Shopee, por exemplo.

Calcular lucro real: da Tailândia até o cliente final em São Paulo

Vamos montar um cenário realista aqui. Nada de promessa de dinheiro fácil. Vamos ver os custos ocultos que ninguém te conta.

Cenário: Você compra 20 camisas de um fornecedor tailandês (ou de um importador brasileiro como cametbol.com que já trouxe o produto pra cá).

Custo de aquisição:

  • 20 camisas x R$ 65 (preço médio atacado) = R$ 1.300,00
  • Frete internacional (ou nacional, se comprou de importador) = R$ 150,00
  • Total investido: R$ 1.450,00

Riscos de taxação (se importou direto):

Se a Receita Federal pegar seu pacote, eles vão taxar em cima do valor declarado + ICMS. Se declarou que é "gift" ou "sample" e pagou US$ 100, eles podem taxar em 60% do valor + R$ 15 de despacho postal. Faz as contas: mais R$ 300 a R$ 400 de custo.

Estratégia pra driblar isso: compra de fornecedor que já tem estoque no Brasil (corta o risco de taxa) ou compra em lotes menores de 4-5 camisas por vez (menor chance de parar na alfândega, mas frete por unidade fica mais caro).

Preparação pra venda:

  • Embalagens (saquinhos plásticos pretos, etiquetas sua) = R$ 50,00
  • Tempo de trabalho (fotos, atendimento, postagens) = incalculável, mas é seu tempo

Venda:

  • Você vende as 20 camisas a R$ 130 cada = R$ 2.600,00

Resultado:

  • Receita: R$ 2.600
  • Custo: R$ 1.450 + R$ 50 + R$ 300 (reserva pra taxa) = R$ 1.800
  • Lucro líquido: R$ 800,00

Ou seja, 50% de lucro no primeiro lote. Se você escalar e conseguir preço melhor no atacado (comprando 50 peças), ou se conseguir vender a R$ 150 (o que é possível em capitais), o lucro sobe pra 80%, 100%.

Mas tem que contar com a camisa que não vende. Aquela camisa do Tottenham que ninguém quer. Aquela do Stuttgart que ficou encalhada. Sempre tem. Então diversifica: 40% dos times grandes (Real, Barça, Flamengo, Palmeiras), 40% de times médios brasileiros (Grêmio, Vasco, Cruzeiro), 20% de apostas (camisas retrô, seleções).

Mapa de Conteúdo: O que estudar agora?

Se você chegou até aqui, entendeu que esse mercado é lucrativo, mas tem seus riscos. A gente preparou quatro guias específicos pra você aprofundar em cada etapa:

FAQ Rápido - As perguntas que não podiam faltar

É ilegal ter uma camisa tailandesa só pra usar?

Não. O crime (quando configurado) é na comercialização fraudulenta, não na posse pra uso pessoal. Relaxa.

Posso ser preso por revender camisas tailandesas?

Se você anunciar como original, sim, corre risco de processo por fraude e concorrência desleal. Se anunciar como réplica/importada transparentemente, o risco criminal é mínimo, mas existe o risco civil de violação de marca. A prática comum no Brasil é a apreensão do produto, não prisão do vendedor pequeno.

Quanto tempo demora pra chegar da Tailândia?

De 20 a 45 dias úteis se vier por correio econômico. De 7 a 15 dias se vier por courier (DHL, FedEx), mas aí é certeza de taxação. Fornecedores nacionais como cametbol.com entregam em 3-7 dias úteis, mas o preço é um pouco maior.

Qual a diferença real entre uma camisa de R$ 60 e uma de R$ 130 no atacado?

Geralmente, a de R$ 60 é "AAA" (escudo estampado, tecido simples), a de R$ 130 é "1.1 Super Premium" (escudo bordado, tecnologia dry-fit real, etiquetas perfeitas). Peça vídeos comparativos antes de comprar.

Como sei se o fornecedor não é golpista?

Nunca pague 100% adiantado em primeiro pedido. Pague 50% antes, 50% na hora de enviar (com rastreio). Ou use plataformas como Alibaba (Trade Assurance). Se o cara só aceita PIX e não tem CNPJ nem endereço físico no Brasil, desconfie.

Artigo atualizado em janeiro de 2026 com base na legislação brasileira vigente e práticas de mercado atuais. As informações sobre aspectos legais são orientativas e não constituem consultoria jurídica formal.